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América Latina

17 Veículos latino-americanos de mídia livre

Renato Silva

Publicado há

no dia

Poucas coisas tem mais valor que a informação, ou como ela chega às pessoas e é por isso que muitos veículos de mídia livre da América Latina seguem, há tempos, invertendo a logística do jornalismo hegemônico, inaugurando novas narrativas e fazendo leitores perceberem favelas, periferias e comunidades indígenas de forma real, como são, com suas mazelas sim, mas também e principalmente com as cores, belezas e sabores que compõem a vida nestes territórios.

Pensando nisso, decidimos organizar uma lista de 17 veículos de mídia livre na América Latina para que você se mantenha informado da melhor maneira sobre os desdobramentos de todos os temas que acontecem e repercutem em toda a região que envolve nosso país. 

Em um momento crítico para as sociedades latino-americanas envolvendo atentados aos direitos humanos fundamentais, processos políticos e até mesmo à democracia, é importante que estejamos informados por quem está e vive no território, ao invés de correspondentes estrangeiros de grandes empresas da comunicação.

Desfrute dessa lista, ela apresenta jornais, agências de notícias, conteúdos de áreas específicas e coletivos jornalísticos, capazes de atender à necessidade de informação sobre boa parte do território latino-americano. Se você não tiver familiaridade com o idioma, pode utilizar os mecanismos de tradução automática oferecidos pelas plataformas Google, Facebook e Twitter. 


  1. Prensa Comunitaria

    É uma agência de notícias baseada na Guatemala que produz jornalismo comunitário e indígena, aborda também temas envolvendo arte e feminismos. A Prensa Comunitaria também trabalha para contar a realidade através da própria narrativa comunitária.

    Site, twitter, facebook.

  2. Cosecha Roja

    Um meio de comunicação, ou rede de jornalistas que propõe pensar a segurança e a violência, na América Latina, de uma perspectiva ampla, prevalecendo os direitos humanos e a igualdade de gênero. Cosecha Roja recebeu, em 2019, o Lola Mora, uma premiação argentina que reconhece quem, em diferentes mídias, transmite uma imagem positiva da mulher, promovendo a igualdade de oportunidades e seus direitos.

    Site, twitter, facebook.

  3. Servindi

    Agência de notícias peruana especializada em povos indígenas, meio ambiente. A Servindi se compromete com o desafio de promover a comunicação intercultural, independente, reflexiva e plural.

    Site, twitter, facebook.

  4. desInformémonos

    Uma revista digital que traz desde o nome a ideia de revolução. Inspirada por um poema revolucionário, a revista semanal mexicana se dispõe, há dez anos, a ser voz de minorias como imigrantes, indígenas, refugiados, crianças em situação de rua, camponeses e muitos outros que, segundo o veículo, são invisíveis aos olhos de grandes meios de comunicação locais.

    Site, twitter, facebook.

  5. Latinoamérica Rompe el Cerco

    Se trata de uma Web rádio semanal que busca trazer denúncias de violações de direitos humanos e ataques à democracia que acontecem no contexto da América Latina. O veículo produz um programa semanal veiculado nas redes sociais e reúne em seu perfil no Twitter e em grupos de mensagens, jornalistas e ativistas dos direitos humanos latinoamericanos, formando uma rede de denúncias e compartilhamento de importantes relatos locais ignorados por grandes empresas da área da comunicação.

    Twitter, facebook.

  6. Radio Victoria

    Rádio guatemalteca defensora do direito de acesso aos meios de comunicação, que tem como missão transmitir a realidades dos povos originários da Guatemala e defende em sua atuação nas redes sociais os direitos humanos e o estado democrático de direito no território latino-americano.

    Twitter, facebook.

  7. Indymedia

    O Centro de Medios Independientes de Argentina, a Indymedia, é um projeto de comunicação coletiva de meios alternativos, comunitários e populares com 18 anos de atividades. Algumas das agendas destacadas são direitos humanos, gênero, povos originários, economia política e meios de comunicação.

    Site, twitter, facebook.

  8. Adepza

    Uma organização que tem por finalidade a luta em defesa do direito à terra e praias  dos povos originários e denunciando abusos e ataques aos direitos humanos nas comunidades do sul de Honduras.

    Twitter, facebook.

  9. Criterio

    O Criterio é um jornal digital e independente de Honduras, com 4 anos de atividades, que se contrapõe às elites políticas e econômicas do país, realizando um jornalismo amplo e inclusivo, observando a agenda dos direitos humanos na América Latina.

    Site, twitter.

  10. Manifiesta

    Através de uma cooperativa de comunicação, a Manifiesta defende a produção de conteúdo audiovisual como ferramenta de transformação social através de uma agenda feminista, reconhecendo a falta desse espaço nos meios tradicionais de comunicação.

    Site, twitter, facebook.

  11. El Churo

    Um projeto de comunicação que visa defender a interculturalidade, defesa dos direitos humanos, intercalando a produção de programas de rádio e oficinas de produção de áudio, fortalecendo e dando foco à discussões sociais, políticas e de gênero através de suas produções, oficinas e encontros gerando inclusão à mídia comunitária no Ecuador.

    Site, twitter, facebook.

  12. Encuentro Internacional de Comunicación Indígena

    Este é um evento anual, mas também atua e tem presença constante nas redes sociais replicando e difundindo conteúdo que, assim como o encontro anual, tem o objetivo de fortalecer a luta em favor do direito à comunicação dos povos indígenas nos países da região da América Latina e do Caribe, oferecendo treinamento em comunicação indígena e intercultural.

    Site, twitter, facebook.

  13. Rutas del Conflicto

    Um premiado projeto jornalístico independente e nativo digital, que busca reunir informações confiáveis sobre o conflito armado na Colômbia, que vem reunindo informações, desde 2014, através de pesquisas, ferramentas cidadãs, contando histórias e gerando banco de dados através de relatos de sobreviventes, em um acervo multimídia vasto sobre os conflitos armados na Colômbia.

    Site, twitter, facebook.

  14. La Liga Contra el Silencio

    A Liga é uma aliança entre jornalistas e veículos de comunicação colombianos unidos contra a censura no país. A iniciativa partiu da FLiP (em tradução livre: Fundação para a Liberdade de Imprensa) e conta com apoio dos Repórteres sem Fronteiras, entre outros fundos de apoio à sociedade colombiana.

    Site, twitter, facebook.

  15. Zona Docs

    Meio de comunicação digital e independente que produz jornalismo investigativo de maneira regular, sob a perspectiva dos direitos humanos e tendo a Declaração Universal dos Direitos Humanos como marco ético e normativo do fazer jornalístico na região de Guadalajara, México.

    Site, twitter, facebook.

  16. Gatoencerrado

    Uma revista de jornalismo independente, de El Salvador, sobre política, meio ambiente e questões de gênero que aposta no jornalismo investigativo para informar com profundidade e uma boa narrativa.

    Site, twitter, facebook.

  17. Rádio Mutirão

    Se trata de um meio independente, multimídia e intercultural com 3 anos de atividades. A Rádio Mutirão nasceu da articulação entre 30 jornalistas e comunicadores da América Latina e Caribe para realizar cobertura colaborativa de violação de direitos no Brasil e se estabeleceu como difusor da comunicação independente no território latino-americano, servindo também como base de formação de comunicadores populares no Rio de Janeiro, através do curso Tambor. Incentivando o protagonismo popular na documentação audiovisual da memória através de oficinas, em 5 estados brasileiros, na Semana da Soberania Audiovisual. Outra iniciativa que nasce da Rádio Mutirão é a Bombozila, uma plataforma de acesso a documentários independentes, criada também há 3 anos, que retratam lutas sociais espalhadas pelo globo.

    Site, facebook, instagram, Bombozila.

Certamente há muito mais profissionais produzindo jornalismo independente e comunitário em toda a América Latina, mas através desta lista, você tem contato com diversidade geográfica, cultural e temática que pode suprir sua necessidade de informação política e social do contexto latino-americano.

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